Pages

Mostrando postagens com marcador Matérias Free FS Clube. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matérias Free FS Clube. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SEM OS FLAPS E AGORA?

Os flaps são responsáveis por aumentar a sustentação e o arrasto da aeronave, fazendo com que diminua a sua velocidade. É muito comum a utilização deste equipamento em vôos lentos, ou em procedimentos de pousos e decolagens em um aeroporto. Mas o que fazemos caso este equipamento apresente alguma falha distinta em vôo? Certamente se entrarmos em desespero, algo de muito ruim irá acontecer e o avião poderá se arrebentar no chão a toda velocidade!
Calma... não entre em pânico! Para resolver essa ausência, devemos antes conhecer o funcionamento dos flaps e o que eles exercem durante um vôo.

Percebam que quando os flaps são acionados, automaticamente ocorre um contato maior da superfície plana da asa com o ar, fazendo com que a velocidade da aeronave diminua e a sustentação aumente. Por isso quando decolamos ou pousamos em pistas muito curtas, o uso do flaps se faz muito presente para obter sucesso nos procedimentos.
Sabendo o funcionamento básico de um flap, podemos partir para a etapa principal do tema em questão "Sem os flaps e agora?".
Para poder compensarmos a ausência deste mecanismo utilizamos um outro principio aerodinâmico denominado ângulo de ataque. A linha corda faz parte de um lado de ângulo, que por ventura forma o ângulo de ataque. O outro lado do ângulo é constituído por uma linha reta na qual indica a direção do fluxo de ar, veja na figura abaixo:

Então o ângulo de ataque é definido como o ângulo entre a corda da asa e a direção do vento relativo.
Agora que aprendemos que é possível compensar a aeronave sem o uso dos flaps, devemos praticar o uso do ângulo de ataque em vôo simulado utilizando uma técnica chamada de vôo lento, ou vôo em velocidade reduzida.
Para essa prática, aconselho o uso da aeronave Bellanca Scout na qual apresentou muito realismo de vôo e foi realmente testada por um piloto que utiliza esta aeronave diariamente.

Lição:

Suponhamos que seu flap quebrou e você permanece em um vôo nivelado.

1. Reduza a potência da aeronave a ponto de resultar em queda na velocidade da aeronave.
2. A intenção até o momento é entrar em velocidade lenta, então levante um pouco o nariz da aeronave mantendo o VSI (Vertical Speed Indicator) zerado.
3. Sabendo que a velocidade de pouso da aeronave é 30% maior que a de decolagem, procure manter esta velocidade, com o nariz da aeronave no grau aproximado do flap ausente, como na figura abaixo.

Percebam que a aeronave formou um ângulo de ataque, compensando a ausência do flap quebrado.
4. Com o ângulo de ataque definido e com velocidade de descida já estabelecida, podemos partir para aproximação final.
5. Com o alinhamento correto com a pista indicada para pouso, procure compensar a velocidade da aeronave evitando entrar em estol, aplicando potência quando necessário.

Com dedicação e esforço você acaba pegando a prática para efetuar este procedimento, mas lembrando! Se você não tiver com os flaps quebrados, evite realizar esta tarefa principalmente se estiver voando baixo, pois do contrário sua aeronave pode acabar beijando o chão!! Procure praticar longe do circuito de tráfego aéreo se estiver voando online e de preferência em uma altitude consideravelmente boa, caso sua aeronave entre em estol fique mais facil recuperar.

Bons vôos!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tutorial Flight Simulator Completão!!


Bom galera!! Disponibilizo a vocês um material completo a respeito de Flight Simulator, este é a tradução do já conhecido material disposto no Flight Simulator da Microsoft na qual nos mostra diversas dicas para a realização de um bom vôo simulado.

Estudem bastante e bons vôos.

* Para uma boa praticagem, eu aconselho algumas das aeronaves disponibilizadas aqui no FREE FS CLUBE!! Obrigado!!

domingo, 5 de dezembro de 2010

PADRÃO DE TRÁFEGO EM AEROPORTOS

Vocês certamente já presenciaram aqueles insetos ao redor de uma lâmpada voando feitos loucos de forma cíclica né? Na aviação, os pilotos executam essa função, porém, de uma maneira bastante organizada. O vôo acontece de forma retangular com relação a pista do aeroporto, na qual existem algumas altitudes especificas para essa operação. Este procedimento é chamado de padrão de tráfego que possibilita aos pilotos saberem onde procurar e esperar outros pilotos que estão em operação no aeródromo destinado, além de ser utilizado para prática de decolagens e pousos.
Na figura abaixo vemos como é feito essa operação, que visa evitar possíveis colisões e permite preparar para um pouso correto e alinhado a pista.


Um padrão de tráfego é constituído de 5 pernas:

1. Perna de partida
2. Perna do vento cruzado
3. Perna do vento
4. Perna de base
5. Aproximação final

A seguir será apresentado uma análise de cada segmento, para que você possa praticar cada etapa do tráfego aéreo ai no seu Flight Simulator.

1. Perna de Partida

Esta é uma etapa um tanto critica, onde ainda pendem incertezas sobre o peso da aeronave e demais fatores para uma decolagem perfeita. Mantenha uma boa razão de subida capaz de evitar que sua aeronave entre em "estol" e mantenha uma altitude de 1000 pés com 95 nós de velocidade. A altitude de 1000 pés será utilizada para praticagem de padrão de tráfego.

2. Perna do vento cruzado

Permanecendo no padrão de tráfego nivelado a 1000 pés, execute uma curva a 90 graus à esquerda para a perna do vento cruzado. Esta etapa do padrão recebe o nome de vento cruzado, pois a trajetória do vôo é perpendicular à pista e que normalmente é, transversal à direção do vento. É aconselhado se manter nesta direção por aproximadamente 1,5 milhas, desta forma se algo de errado acontecer com a aeronave, terá chance suficiente de planar ate um local de pouso no aeródromo.

3. Perna do vento

Chegamos a tão famosa perna do vento. O avião esta nivelado na perna do vento cruzado a 1000 pés de altitude e 95 nós de velocidade, então execute outra curva de 90 graus a esquerda para se manter paralelo a pista, indo exatamente na direção posta da onde ele irá pousar, daí o nome perna do vento, pois o avião esta indo na direção do vento e não contra ele. Bom é chegada a hora de definir quando começar a curva do vento, basta apenas que olhamos para fora da aeronave, efetuando um cálculo da distância para pouso.

4. Perna de base

É chegada a hora de efetuar mais uma curva de 90 graus a esquerda, esta etapa chamados de perna de base, pois a partir deste ponto haverá apenas mais uma curva de 90 graus a esquerda antes do pouso. Neste momento surgem duvidas de como e quando realizar a curva para a perna da base.
Existe uma técnica visual para determinar em que ponto d
evemos realizar a curva para a perna de base. Olhando para a janela esquerda do avião, o limite da pista aparecerá em formato no ângulo de 45 graus com a asa esquerda, ou no meio do caminho entre a asa e a cauda, como mostrado na figura abaixo.
Efetuando essa técnica, temos uma distância suficientemente tranqüila para uma aproximação confortável.
Bom agora que visivelmente temos uma condição boa e ajustável para pouso, realizamos a curva de 90 graus a esquerda para entrada na perna de base.

5. Aproximação final

Assim como na decolagem, o pouso é uma etapa um tanto crítica onde exige do piloto habilidades adquiridas depois de algum tempo simulando. Geralmente a velocidade utilizada para pouso é 30% maior da velocidade de decolagem, assim evita que a aeronave entre em estol e você encontre o solo antes do tempo. Após deixar a aeronave estabelecida e estabelizada em uma descida de aproximação final, isso lhe permitirá avaliar se sua planagem está muito alta ou muito baixa com relação a pista. É possível determinar se estamos ou não no glide slope através do PAPI (Precision Approach Path Indicator) como na figura abaixo:
Seguindo algumas dessas regras, o vôo simulado fica ainda mais perfeito e praticando de forma continua aos pouco você chegará a excelência. Bons vôos a todos!!